{"id":4551,"date":"2013-10-16T18:09:01","date_gmt":"2013-10-16T21:09:01","guid":{"rendered":"http:\/\/paulopedott.com\/paulo\/?p=4551"},"modified":"2013-10-16T18:09:01","modified_gmt":"2013-10-16T21:09:01","slug":"os-bondes-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paulopedott.com\/paulo\/?p=4551","title":{"rendered":"Os Bondes de Porto Alegre&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Segundo minha m\u00e3e, eu era o quindinzinho do bonde&#8230; pelo menos para as meninas do Col\u00e9gio Americano&#8230;<\/p>\n<table width=\"659\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"657\">\n<div align=\"center\">Os Bondes de<br \/>\nPORTO ALEGRE<br \/>\nRio Grande do Sul<br \/>\nBRASIL<br \/>\npor<br \/>\nAllen Morrison<br \/>\ntexto traduzido ao portugu\u00eas por<br \/>\nJos\u00e9 A. Rodrigues<br \/>\nO Rio Grande do Sul \u00e9 o estado no extremo sul do Brasil e tem o tamanho e a forma aproximados da Pol\u00f4nia. Sua capital, Porto Alegre, est\u00e1 a beira do Lago Rio Gua\u00edba, ao norte da Lagoa dos Patos, uma enorme ba\u00eda interior com cerca de 200 km de comprimento e 60 km de largura. A popula\u00e7\u00e3o da cidade era de cerca de 100 mil habitantes em 1900. Hoje h\u00e1 mais de 3 milh\u00f5es em sua regi\u00e3o metropolitana.Porto Alegre sempre foi um pr\u00f3spero porto e dois negociantes locais, um brasileiro chamado Est\u00e1cio da Cunha Bittencourt e um franc\u00eas chamado Em\u00edlio Gembembre, abriram uma linha de bondes com tra\u00e7\u00e3o animal entre o cais e o Menino Deus em primeiro de novembro de 1864 [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>]. Esta foi a segunda linha de bondes do Brasil, precedida apenas pela linha da Tijuca, no Rio de Janeiro, aberta em 1859. Diziam que os ve\u00edculos eram de dois andares, mas nada se sabe de sua origem e nenhuma imagem deles foi encontrada. A opera\u00e7\u00e3o terminou no inicio de 1872.Uma nova companhia, a Carris de Ferro Porto-Alegrense, fundada em 19 de junho de 1872, adquiriu novos bondes da companhia John Stephenson em Nova York, colocou novos trilhos de um metro de bitola ao longo da mesma rota, e abriu uma nova linha em 4 de janeiro de 1873. A garagem da CFPA ficava na Avenida Jo\u00e3o Pessoa [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [col. Biblioteca Municipal, Porto Alegre]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa01.jpg\" width=\"542\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p>A litografia abaixo mostra um bonde passando em frente a uma exposi\u00e7\u00e3o brasileiro-alem\u00e3, em 1881 [col. Metropolitan Museum of Art, Nova York]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa02.jpg\" width=\"603\" height=\"390\" \/><\/p>\n<p>Uma terceira companhia, Carris Urbanos de Porto Alegre, estabeleceu uma nova bitola padr\u00e3o de 1.435 mm para os trilhos, e abriu novas rotas para os bondes em outras partes da cidade nos anos 1880. Este cart\u00e3o-postal mostra ambos, a bitola padr\u00e3o (\u00e0 esquerda) e a bitola de um metro (\u00e0 direita), na Rua dos Andradas, por volta de 1900 [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa03.jpg\" width=\"578\" height=\"502\" \/><\/p>\n<p>Em 24 de janeiro de 1906 a CFPA e a CUPA se fundiram e formaram a nova Companhia For\u00e7a e Luz Porto-Alegrense (CFLPA), que a partir de ent\u00e3o passou a operar todas as linhas de bondes e os servi\u00e7os de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica na cidade. CFLPA iniciou a eletrifica\u00e7\u00e3o das linhas de bonde, sedimentou a bitola padr\u00e3o de 1.435 mm para os trilhos, e, em 22 de agosto de 1906, comprou 37 bondes el\u00e9tricos da United Electric Co. em Preston, Inglaterra. (A United Electric receberia o nome de English Electric em 1918, e se associou com a Dick, Kerr &amp; Co.) A fotografia abaixo, tirada na Inglaterra antes do embarque para o Brasil, mostra um dos 35 pequenos ve\u00edculos montados com 8 filas de assentos, que foram numerados de 1 a 35 [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa04.jpg\" width=\"506\" height=\"323\" \/><\/p>\n<p>Os bondes 36 e 37 eram bondes com dois andares, com oito bancos no primeiro piso, e sete filas de assentos no segundo. Esta foto do 36 foi tirada na Inglaterra [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa05.jpg\" width=\"578\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Os bondes com dois andares 36 e 37 inauguraram a eletrifica\u00e7\u00e3o do sistema de bondes em Porto Alegre em 10 de mar\u00e7o de 1908. A imagem do cart\u00e3o-postal abaixo mostra o mesmo peda\u00e7o da Rua dos Andradas j\u00e1 mostrada acima, mas ap\u00f3s a eletrifica\u00e7\u00e3o [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>]. O segundo andar do bonde em primeiro plano recebeu cobertura. Um ve\u00edculo simples (apenas um andar) se aproxima \u00e0 dist\u00e2ncia [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa06.jpg\" width=\"578\" height=\"728\" \/><\/p>\n<p>Este cart\u00e3o-postal abaixo mostra um dos bondes de um andar na Rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa07.jpg\" width=\"650\" height=\"461\" \/><\/p>\n<p>Entre 1909 e 1920 a United Electric enviou para a CFLPA mais dois bondes de dois andares, numerados de 38 e 39, oito carros pequenos e abertos, numerados de 40 a 47, e quarenta carros maiores e fechados, numerados de 48 a 87. Aqui uma foto, feita pelo fabricante, do bonde 67, pertencente ao grupo mais tardio [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa08.jpg\" width=\"542\" height=\"353\" \/><\/p>\n<p>Nos anos 1920, os ve\u00edculos abertos foram reformados e fechados, e os quatro com dois andares foram reduzidos a ve\u00edculos simples. O bonde 70, abaixo, fotografado em 1957, \u00e9 da s\u00e9rie 48 a 87, mostrada no bonde 67 acima. \u201cT\u201d identifica a linha\u00a0TERES\u00d3POLIS\u00a0[veja o<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa09.jpg\" width=\"578\" height=\"406\" \/><\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 uma nova foto do 70 da United Electric na linhaTERES\u00d3POLIS\u00a0[veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] em 1957 [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa10.jpg\" width=\"650\" height=\"423\" \/><\/p>\n<p>Em 1925 a CFLPA comprou dez bondes fechados da Ateliers de Construction Energie, de Marcinelle, B\u00e9lgica: cinco ve\u00edculos com eixo simples, numerados de 88 a 92, e cinco com eixo duplo, numerados de 101 a 105. A fotografia abaixo mostra alguns destes ve\u00edculos. A notar a circula\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda \u2013 estilo ingl\u00eas \u2013 dos bondes como dos autom\u00f3veis [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa10b.jpg\" width=\"650\" height=\"486\" \/><\/p>\n<p>O governo brasileiro dissolveu a CFLPA em 1926, e formou empresas separadas para transporte e energia el\u00e9trica: o novo operador das linhas de bonde foi a Companhia Carris Porto-Alegrense. CCPA foi adquirida dois anos mais tarde por um conglomerado americano, a Electric Bond &amp; Share, que iniciou um programa de importa\u00e7\u00e3o de bondes que transformaria Porto Alegre numa Meca para os americanos entusiastas de transporte por bonde nos anos 1950 e 1960.<\/p>\n<p>Em 31 de dezembro de 1928 a nova CCPA-EBS comprou 20 ve\u00edculos com eixo duplo da J. G. Brill, na Filad\u00e9lfia, Estados Unidos, que foram numerados de 106 a 125 em Porto Alegre [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa11.jpg\" width=\"506\" height=\"358\" \/><\/p>\n<p>O bonde 117, da Brill, havia sido levemente alterado na \u00e9poca em que foi fotografado, na Avenida Jo\u00e3o Pessoa, em 1957. O letreiro do bonde mostra \u201cMENINO DEUS\u201d [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa12.jpg\" width=\"578\" height=\"380\" \/><\/p>\n<p>Em 1929 a CCPA adquiriu 32 bondes \u201cBirney\u201d, usados, em Baltimore, Estados Unidos, que foram numerados de 126 a 157, e mais oito bondes do mesmo modelo, da Eastern Massachusetts Street Railway, pr\u00f3xima de Boston, Estados Unidos, que foram numerados de 158 a 165. Todos haviam sido constru\u00eddos pela Brill, nos anos 1920. Em 1933, CCPA construiu 10 bondes tipo Birney, que foram chamados\u00a0Millers\u00a0(por um engenheiro da CCPA), e numerados de 166 a 175. E em 1934 a CCPA adquiriu mais 20 bondes usados da Richmond Railways em Staten Island, na cidade de Nova York, que haviam sido constru\u00eddos pela Osgood-Bradley em Massachusetts nos anos 1920. Eles passaram por uma profunda reforma em Porto Alegre, e foram numerados numa nova s\u00e9rie de 1 a 20 [Foster M. Palmer]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa13.jpg\" width=\"578\" height=\"372\" \/><\/p>\n<p>Esta fotografia de 1957 mostra o carro de Staten Island n\u00famero 12 com uma dram\u00e1tica mudan\u00e7a de cores. O destino do bonde est\u00e1 assinalado para \u201cAUXILIADORA\u201d [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa14.jpg\" width=\"578\" height=\"388\" \/><\/p>\n<p>Em 1936 a CCPA comprou mais 20 bondes da Eastern Massachusetts Street Railway \u2013 ve\u00edculos grandes com quatro eixos, constru\u00eddos em 1923 pela Kuhlman \u2013 que foram numerados de 21 a 40. Em 1937 a CCPA juntou 14 de seus Baltimore Birneys e construiu sete ve\u00edculos com eixos duplos e lado curvado, que foram apelidados de\u00a0Texanos\u00a0(por seu desenhista texano), e numerados de 41 a 47. O n\u00famero 47 est\u00e1 assinalado \u201cDOM PEDRO II\u201d [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>] [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa15.jpg\" width=\"578\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p>O ano de 1940 trouxe quatro bondes grandes de York, Pennsylvania, Estados Unidos. Tr\u00eas carros \u201cMaster-Unit\u201d constru\u00eddos pela Brill foram numerados de 176 a 178, e mais tarde de 101 a 103; um \u201cElectromobile\u201d montado pela Osgood-Bradley foi numerado de 179, e depois 100. O carro Brill 102 ex-177 foi fotografado na Av. Prot\u00e1sio Alves, pr\u00f3ximo ao final da linhaPETR\u00d3POLIS\u00a0[veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>], em janeiro de 1957 [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa16.jpg\" width=\"578\" height=\"392\" \/><\/p>\n<p>1940 tamb\u00e9m trouxe uma d\u00fazia de bondes com 12 janelas, que a Perley Thomas Car Works in High Point (North Carolina) montou em 1925 para a cidade de Miami, Estados Unidos. Eles receberam os n\u00fameros 180 a 191 em Porto Alegre, e mais tarde foram renumerados para 88 a 99. Aqui o bonde 98, ex-Miami, designado para a linha\u00a0AZENHA\u00a0[veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>], em 1968 [col. www.tra.ms]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa17.jpg\" width=\"576\" height=\"349\" \/><\/p>\n<p>Finalmente, 25 ve\u00edculos com eixo duplo, constru\u00eddos pela Osgood-Bradley em 1927 para a Worcester Street Railway em Massachusetts, foram enviados para Porto Alegre em 1946. Os novos n\u00fameros que receberam em Porto Alegre foram de 126 a 150. Este bonde ex-Worcester n\u00famero 137 foi fotografado em 1957 [William Janssen]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa18.jpg\" width=\"578\" height=\"302\" \/><\/p>\n<p>Os 130 ve\u00edculos americanos, 89 ingleses e 10 belgas fizeram Porto Alegre parecer como o maior museu de bonde operando no mundo. Aqui est\u00e1 uma passagem da CCPA \u2013 \u201cv\u00e1lida at\u00e9 1968\u201d:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa19.jpg\" width=\"434\" height=\"211\" \/><\/p>\n<p>e um outro tipo de passagem [col. AM]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa20.jpg\" width=\"434\" height=\"222\" \/><\/p>\n<p>Os ve\u00edculos americanos tomaram conta da opera\u00e7\u00e3o da cidade em 19 de fevereiro 1954. O novo Departamento Aut\u00f4nomo de Transportes Coletivos informou que 89 milh\u00f5es de passageiros foram transportados pelos 105 bondes em 1961. O DATC decidiu substituir os bondes por \u00f4nibus, e inaugurou uma linha de tr\u00f3leibus em 7 de dezembro de 1963: cinco tr\u00f3leis Massari iniciaram as linhas Gaz\u00f4metro e Menino Deus, ao longo das ruas onde ve\u00edculos puxados por mulas haviam iniciado o servi\u00e7o de bondes 102 anos antes. A linha de tr\u00f3leibus foi encerrada em 1969, e o DATC estipulou que o \u00faltima linha de bondes de Porto Alegre se encerraria em 8 de mar\u00e7o de 1970. Com exce\u00e7\u00e3o da rede de Santos, em 1971, este foi o \u00faltimo grande sistema de bondes do Brasil a ser encerrado.<\/p>\n<p>A maior parte da frota de bondes de Porto Alegre virou sucata, mas o DATC salvou o \u201cTexano\u201d 46, e alguns ve\u00edculos Brill, incluindo o 113 e o 123. O n\u00famero 113, que fez a \u00faltima viagem de 1970, no momento est\u00e1 no Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, na Rua Jo\u00e3o Alfredo, no bairro Cidade Baixa de Porto Alegre. O 123 atualmente \u00e9 um escrit\u00f3rio de recep\u00e7\u00e3o da sede da Companhia Carris, na Rua Albion, zona leste da cidade, mas durante os anos 1990 esteve em exposi\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a XV de Novembro [veja o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pam.html\">mapa<\/a>]. A fotografia abaixo foi tirada em 1994. Um pouco dos trilhos permaneceu, mas a linha el\u00e9trica j\u00e1 havia desaparecido h\u00e1 tempos [Pedro Souza]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa21.jpg\" width=\"578\" height=\"371\" \/><\/p>\n<p>A imagem abaixo, de dois ve\u00edculos Brill n\u00e3o identificados e do \u201cTexano\u201d 46, foi tirada em outubro de 2006, em um parque pr\u00f3ximo de Gravata\u00ed, 30 quil\u00f4metros a leste de Porto Alegre [Sergio Martire]:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa22.jpg\" width=\"578\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p>Planos para a reativa\u00e7\u00e3o de uma linha tur\u00edstica de bondes foram anunciados v\u00e1rias vezes desde o encerramento do servi\u00e7o em 1970, mas at\u00e9 agora nada foi feito [veja a\u00a0BIBLIOGRAFIA\u00a0abaixo].<\/p>\n<p>Em 11 de abril de 1982 os primeiros 600 metros da estrada de ferro pneum\u00e1tica\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aeromovel.com\/projects.htm\">Aerom\u00f3vel<\/a>\u00a0come\u00e7ou a transportar experimentalmente passageiros ao longo da Av. Loureiro da Silva. Os primeiros 27 km de um trem el\u00e9trico suburbano, operado pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.trensurb.gov.br\/php\/index.php\">Trensurb<\/a>, iniciou em 4 de mar\u00e7o de 1985. A bitola dos trilhos \u00e9 de 1.600 mm, e os trens foram constru\u00eddos pela Nippon Sharyo no Jap\u00e3o. Ambas as linhas foram estendidas e operam hoje; o\u00a0Aerom\u00f3vel\u00a0continua em car\u00e1ter experimental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BIBLIOGRAFIA<br \/>\n(por ordem de publica\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>Cap\u00edtulos sem nome em\u00a0Brazil-Ferro-Carril\u00a0(Rio de Janeiro), 1\/4\/1918, p. 177; e 20\/11\/1930, p. 540. Descri\u00e7\u00e3o dos bondes de Porto Alegre.<\/p>\n<p>&#8220;J. G. Brill Company Ships Cars to South America&#8221; em\u00a0Electric Railway Journal\u00a0(Nova York), 5\/1929, p. 625. Descri\u00e7\u00e3o detalhada dos novos bondes Brill. Tr\u00eas fotografias.<\/p>\n<p>&#8220;A Constru\u00e7\u00e3o de Bondes em Porto Alegre&#8221; em\u00a0Revista das Estradas de Ferro\u00a0(Rio de Janeiro), 15\/51933, p. 133. Os carros &#8220;Miller&#8221;.<\/p>\n<p>Odilo Otten.\u00a0Planta da Cidade de Porto Alegre.\u00a0Porto Alegre, 1942. Mapa na escala de 1:20,500 mostra as linhas de bonde.<\/p>\n<p>Archymedes Fortini.\u00a0Porto Alegre Atrav\u00e9s dos Tempos.\u00a0Porto Alegre, 1962. O cap\u00edtulo &#8220;Da Maxambomba ao El\u00e9trico,&#8221; pp. 111-12, relata a historia dos bondes da cidade.<\/p>\n<p>Ray DeGroote.\u00a0Companhia Carris Porto Alegrense, Porto Alegre, Brazil.\u00a0Mapa de entusiasta das linhas de bonde em maio de 1963. Detalhes dos itiner\u00e1rios.<\/p>\n<p>Walter Spalding.\u00a0Pequena Hist\u00f3ria de Porto Alegre.\u00a0Porto Alegre, 1967. &#8220;Transportes,&#8221; pp. 135-8.<\/p>\n<p>A. F. S. Pereira. &#8220;Os Bondes&#8221; em\u00a0Correio do Povo\u00a0(Porto Alegre), 17\/5\/1970, p. 1. O \u00faltimo bonde da cidade.<\/p>\n<p>Asociaci\u00f3n Uruguaya Amigos del Riel.\u00a0Red Tranviaria de Porto Alegre: Cia Carris Porto Alegrense, 1946.\u00a0Montevideu, 1977. Grande mapa das linhas (68 x 114 cm) producido pelo grupo de entusiastas. Escala 1:10,000.<\/p>\n<p>Alberto Andr\u00e9. &#8220;Breve Hist\u00f3ria dos Bondes a Burro e El\u00e9tricos da Cidade&#8221; em\u00a0Correio do Povo\u00a0(Porto Alegre), 1980\/ 9\/21, 33. O \u00faltimo (e melhor) artigo de uma s\u00e9rie. O autor publicou outros artigos ilustrados no\u00a0Correio do Povo\u00a0em 25\/9\/1966 e 18\/6\/1972.<\/p>\n<p>Mauricio Ovadia.\u00a0Cento e Onze Anos de Transporte: Do Bonde de Mulas ao Transporte Seletivo.\u00a0Porto Alegre, 1980. Este texto de 167 p\u00e1ginas, escrito pelo diretor da companhia de \u00f4nibus, fala sobretudo das finan\u00e7as. H\u00e1 mapas nas p\u00e1ginas 94 e 95 que mostram a circula\u00e7\u00e3o dos bondes \u00e0 esquerda \u2013 estilo ingl\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Ga\u00fachos voltam a usar bondes no tr\u00e2nsito&#8221; em\u00a0Tribuna da Imprensa\u00a0(Porto Alegre), 15\/7\/1988, p. 3. Projeto de linha tur\u00edstica com o carro Brill 113.<\/p>\n<p>Allen Morrison.\u00a0The Tramways of Brazil: a 130-Year Survey.\u00a0Nova York, 1989. Meu cap\u00edtulo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/tto\/6RS.html\">Rio Grande do Sul<\/a>\u00a0(texto em ingl\u00eas) apresenta mais dados sobre os bondes de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Companhia Carris Porto-Alegrense.\u00a0<a href=\"http:\/\/memoriacarris.blogspot.com\/\">Blog do Museu Mem\u00f3ria Carris<\/a>. Hist\u00f3ria, informa\u00e7\u00f5es, fotografias do transporte p\u00fablico em Porto Alegre.<\/p>\n<p>&#8220;Trecho com bonde hist\u00f3rico ser\u00e1 implantado no centro de Porto Alegre&#8221; em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.portoimagem.com\/noticia015.html\">Portoimagem<\/a>, janeiro de 2007. Novo projeto de linha tur\u00edstica.<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"600\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div align=\"center\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>See\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/pa\/pa.html\">English version<\/a><\/p>\n<p>Veja\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/ps\/ps.html\">The Tramways of Pelotas<\/a><\/p>\n<p>Veja\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/br\/rg\/rg.html\">The Tramways of Rio Grande<\/a><\/p>\n<p>Veja meu \u00edndice sobre<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.tramz.com\/index.html\">ELECTRIC TRANSPORT IN LATIN AMERICA<\/a><\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem coment\u00e1rios,<br \/>\ncr\u00edticas ou perguntas a serem feitas,<br \/>\npor favor, me mande um\u00a0<a href=\"mailto:almo@tramz.com\">e-mail<\/a>!<br \/>\nEu leio e escrevo em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Este sitio est\u00e1 no ar<br \/>\ndesde 4 de mar\u00e7o de 2007<\/p>\n<p>Copyright \u00a9 2007-2107 Allen Morrison<br \/>\nALL RIGHTS RESERVED<br \/>\nTODOS OS DIREITOS RESERVADOS<\/p>\n<p>As fotos coloridas desta p\u00e1gina s\u00e3o protegidas pela Lei do Direito Autoral (Lei N\u00b0 9.610 de 19 de Fevereiro de 1998) e n\u00e3o podem ser reproduzidas sem a expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo minha m\u00e3e, eu era o quindinzinho do bonde&#8230; pelo menos para as meninas do Col\u00e9gio Americano&#8230; Os Bondes de PORTO ALEGRE Rio Grande do Sul BRASIL por Allen Morrison texto traduzido ao portugu\u00eas por Jos\u00e9 A. 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