Cervejaria Gazapina: A loira da Fronteira

A loira da Fronteira | Almanaque Gaúcho.

A loira da Fronteira

21 de setembro de 2011

Faz muito tempo que sobrenomes italianos identificam os rótulos dos vinhos produzidos, principalmente, na serra gaúcha. Quando, por volta de 1974, as uvas começaram a chegar à região da Campanha, na Fronteira Oeste, também lá encontraram um conhecido sobrenome italiano, Gazapina – só que identificando uma cerveja, bebida normalmente associada aos alemães.

Nos mais de 65 anos que antecederam o encerramento de suas atividades, ocorrido em 1975, Gazapina, em Santana do Livramento e região, era sinônimo de chope, cerveja, guaraná e até de “água de mesa”.


Vitélio, Luiz, Carlos, Constant e Jerônimo, todos filhos do imigrante Giacomo Francesco Gazapina, se reuniram em novembro de 1908 para fundar a Cervejaria Irmãos Gazapina. Fazendo um produto de qualidade, com matéria-prima e máquinas importadas, a empresa familiar dominou o mercado entre os anos 1920 e os 1960.

Mais que isso: representou um orgulho gaúcho que ostentava a idade nos rótulos – e se identificava tanto com a comunidade que o conhecido som da sirene da fábrica tocou alto e contínuo no dia 8 de maio de 1945 para avisar e celebrar a derrota do nazismo e o fim da II Guerra na Europa.

Tempos depois, quando os rumos da economia brasileira inviabilizaram indústrias regionais, a Gazapina retirou-se, permanecendo viva, apenas, na memória dos seus consumidores.

Veja abaixo reproduções de rótulos de algumas das bebidas da marca Gazapina:


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